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Paciência | Lenine e Dudu Falcão

Letra e cifra aqui

Vezes e mais vezes cantamos, falamos, recitamos, ouvimos, escrevemos e etc. sem perceber o sentido e significado das palavras faladas, ouvidas, recitadas... nem mesmo quando um dos nossos se expressa, ganha o mundo e bate record nas lojas ambulantes de venda de cds de MP3s em cada esquina de nossa cidade.

Paciência, uma música 1999, é uma daquelas canções digna de meditação. “Será que temos esse tempo pra perder”? “Enquanto o tempo acelera e pede pressa...” e “E o mundo vai girando cada vez mais veloz” são frases que reflete o movimento cada vez mais rápido e perigoso do tempo. Certamente o tempo não está andando mais depressa, o fato é que nós estamos o administrando mal. Enquanto tudo hoje é “fast”, é “velox”, é mais quilômetros por menos minutos, perdemos a capacidade de ver o tempo. Não ouvimos o tempo pedir calma e, pior, não ouvimos o corpo pedir alma. “A vida não pára...”.

Lenine me diz cantando, ainda que eu não saiba se foi isso que ele quis me dizer, que paciência em tudo é a fórmula para a vida passar melhor, embora na mesma pressa. A raridade da vida me faz vivê-la devagar e não perder a disposição de perder/ganhar tempo para ler um bom livro, passear com bons amigos e familiares, ouvir boa música, ouvir o tempo, ouvir a alma, ouvir Deus responder minha súplica: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Afinal, “Enquanto o tempo acelera e pede pressa. Eu me recuso faço hora, vou na valsa.
A vida é tão rara”.

Quer ouvir a alma? Leia o Salmo 90 ouvindo paciência.

Por Daniel Luiz

Paciência, uma Raridade

por Abraham Kuyper e traduzido por Felipe Sabino de Araújo Neto

A paciência é uma posse muito desejável, um tesouro precioso. É um dom de Deus ao coração quebrantado.

A paciência não é uma posse comum. Raramente a encontramos, mas é frequentemente confundida com imitações chamadas “submissão” e “resignação”.

A paciência não cintila na luz do sol do meio-dia. Ela brilha na escuridão, com uma luz interior. Ela brilha na noite de sofrimento – de sofrimento físico, mas especialmente de sofrimento espiritual, quando a alma luta nas mais profundas angústias.

A paciência não é como uma bela rosa trepadeira que retorce seus ramos cheios de flores ao redor da cruz da vida; antes, é como o modesto spicebush, (Lindera benzoin ‘nome científico’), sem beleza de forma ou cor, mas que perfuma o ar com doçura pungente.

A paciência é como o rouxinol, que não tem beleza de plumagem, mas canta docemente na noite escura.

Ou é como uma pedra preciosa que não tem brilho até que o trabalhador hábil tenha polido-a.

A paciência é um dos santos adornos com os quais o próprio Jesus adorna a alma após ter limpado-a com sua justiça.

A paciência cristã tem pouco em comum com seus homônimos encontrados entre homens e mulheres que vivem como “bons vizinhos”, mas que são estranhos à graça de Deus. A verdadeira paciência não pode crescer no coração que não foi regenerado. Tal coração não tem o solo necessário, e a atmosfera da vida não-santificada tende a murchá-la. Uma luz mais brilhante que a do sol, a luz do próprio Deus, faz com que suas flores brotem.

A paciência é um fruto do Espírito.

Sua semente não está conosco.

Seus ramos se contorcem ao redor da cruz de Cristo. Seu objetivo é a eternidade. Sua glória está na graça de Deus.

A paciência deveria ser a posse de todo filho de Deus. Se não é dele quando nasce de novo, deveria crescer dentro dele à medida que cresce em Cristo.

Mas tristemente ela está ausente entre nós.

Isso é evidente a partir da nossa inquietação, nossa aversão à cruz, embora ocultemos essa aversão por detrás do véu da resignação. O fato é especialmente evidente quando o sofrimento falha em produzir fruto espiritual, mesmo sofrimento que é suportado com aparente disposição.

Precisamos de paciência. Precisamos dela para nos confortar nas tribulações, nos renovar a alegria de sermos filhos de Deus, reviver nosso canto de adoração à medida que carregamos a cruz que seu amor nos designou. Até quando o povo de Deus não terá ouvidos para aquilo que a
Palavra tem a dizer sobre paciência?

Fonte: www.monergismo.com

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