O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.
Quem escapará?
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from A Bacia das Almas by Paulo Brabo
HAMLET (pedindo a Polônio que providencie hospedagem para seus amigos, atores itinerantes que acabaram de chegar ao castelo). Faça com que fiquem todos bem instalados. Está ouvindo? Que sejam bem cuidados, pois são a crônica sumária e abstrata do tempo. É preferível ter um mau epitáfio depois de morto do que ser difamado por eles enquanto vivo.
POLÔNIO. Pode deixar, senhor, darei a eles o tratamento que merecem.
HAMLET. Que é isso, homem? Trate-os melhor, muito melhor. Se dermos a cada homem o que merece, quem escapará do açoite?
William Shakespeare, HAMLET, Ato 2, Cena 2
O Evangelho segundo Mia Farrow
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A atriz americana Mia Farrow, que ficou conhecida por interpretar Rosemary, a mãe do bebê demoníaco no clássico “o Bebê de Rosemary”, enviou uma carta ao presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir-Bashir, pedindo a liberdade de um líder de um grupo armado da região. Suleiman Jamous foi um ex-líder armado do Exército pela Libertação do Sudão (ELS), e é, atualmente, o coordenador humanitário deste grupo. O ex-assassino e rebelde, que se encontra sob custódia em um hospital daquele país, se não for tratado, morrerá. De uma forma bastante “evangélica”, ela oferece a sua liberdade na troca do prisioneiro, Jamous.
Na carta, Mia Farrow, que é Embaixatriz da UNICEF, enfatizou que: "...antes da sua captura, Jamous já estava exercendo um papel crucial na aproximação do ELS à tabela das negociações, e na busca de uma reconciliação entre as facções rivais". O texto da carta adiciona: "eu estou propondo uma troca. Jamous por mim. Eu ficarei presa no seu lugar, assim poderá fazer o exame e se tratar da doença...”.
Ora, a atitude de Mia Farrow propondo uma troca de lugar com o prisioneiro moribundo, é, na realidade, um pequeno rascunho de uma grande troca feita no Calvário há 2.000 anos. A grande diferença da atitude de Farrow para a do Senhor é que “Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (Romanos 5.8).
O pecado é uma violação dos mandamentos e do caráter justo e santo de Deus. Cabendo, por causa da própria justiça e integridade divina, um justo castigo por tamanha violação. Na cruz, Jesus se pôs no nosso lugar legal, recebendo o nosso castigo, para que nós pudéssemos obter a vida que é de Deus (a vida eterna). Assim, a cruz é uma “grande troca”, onde Cristo ocupou o nosso lugar moribundo. Ao pecar, o homem troca de lugar com Deus para se tornar “senhor” da sua própria decisão. Porém, na redenção expiatória, Jesus, toma o lugar “punitório” da desobediência do homem. Ou seja, o homem pecou, fazendo-se “Deus”; e o Pai, aniquilou o efeito nocivo do pecado fazendo-se homem.
Jesus foi excluído, humilhado, pisoteado pelos homens, condenado sem merecer, feito prisioneiro, rejeitado, e recebe a ira e o julgamento de Deus (no nosso lugar). Tudo isso, para que pudéssemos ser aceitos e livres. O evangelho é: Deus satisfaz a sua justiça substituindo... Ele escolheu ser “preso” durante três dias no ventre da Terra, para que pudéssemos ir Àquele que nos curaria.
Waldemir Lopes, pastor
A Cultura do “Venha como Está”!
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"Em primeiro lugar, o que é exatamente cultura? Ela pode ser definida como cimento que mantêm uma organização unida. Nas igrejas, engloba as práticas e os comportamento habituais conforme elas determinam o que, porque ou como agem e interajem. É também a soma de todos os comportamentos, as atitudes e os estilos da pessoas, dos programas e cultos.
A criação da cultura forma a textura da vida relacional em comunidade numa igreja local. O resultado de uma cultura eficiente do tipo “venha como está” é uma comunidade cristã atraente que Deus utiliza para transformar indivíduos, vizinhanças, cidades e sociedades. Acontece quando líderes efetivamente contextualizam a mensagem de Cristo à cultura local. Por causa dessa influência, a comunidade de Cristo cresce.
Precisamos, porém, estar conscientes de que só a comunidade não é a resposta. Existem comunidades que geram vida, mas existem também comunidades repressivas e nocivas que se formam em igrejas locais, pequenos grupos e ministérios. Criar um cultura do tipo “venha como está” começa com a disposição de cada membro e líderes da igreja. Sua maneira de pensar a respeito de si mesmo e da igreja cria a semente da qual a cultura tem origem. Enquando interagem uns com os outros, os líderes amodelam mais dos que os pais poderiam amoldar o ambiente familiar. O que você e outros líderes da igreja estão formando hoje do ponto de vista cultural?"
Extraído do livro "Proibida a Entrada de Pessoas Perfeitas" de John Burke, Editora Vida.
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